quinta-feira, 20 de maio de 2010

É bom, mas não gostei!

Esses dias me deparei com um daqueles grandes mistérios da natureza, volta e meia encontramos algo ou alguém que tem todas as qualidades que apreciamos, mas por algum motivo obscuro simplesmente não gostamos do que vimos ou tomamos.
Por sorte não somos obrigados a gostar dessas coisas e não precisamos repeti-las, em outras palavras, dificilmente tomo esse vinho de novo.

O vinho: Zonin clássico.
O produtor: Zonin.
A variedade: Vapolicella.
O ano: 2006.
A região: Vapolicella.


Límpido de cor correta tem aromas amadeirados e de frutas vermelhas, de sabor bem complexo ainda é bem harmonioso. Mas aquela coisa, simplesmente não gostei do que tomei, não tem muita explicação a nota dele, que não veem ao caso até que foi alta e o preço dele R$20,00 é bem baixo.
Então é isso, quem quiser tentar tem chances de gostar, mas não recomendo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

E que tal o de sempre?

Por esses tempos ganhei uma belo caderno que na verdade é um diário de vinhos. É quase como um daqueles diários de adolescentes, mas é de vinho. Neste caderno existem divisões e páginas para vinhos tintos, branco, espumantes e todo o tipo, quero muito usar esse caderno, mas tenho receio de preencher o tinto em uma semana e deixar todas as outras páginas em branco.
É gente, estou em uma crise etílica! Tenho a impressão que estou perdendo muito da vida pela minha escolha restrita de vinhos.
Mas essa é a vida, e apesar de aparecer muitas oportunidades de escolha ela é sempre restrita ao que podemos tomar.
O mais importante é que o motivo para eu estar escrevendo isso, uma garrafa de:

O vinho: Reservado
O produtor: Santo Carolina
A variedade: Carmenère
O ano: 2008.
A região: Valle Central.

Este vinho pode ser achado em quase qualquer supermercado e seu preço é sempre menos que R$ 20,00. Tem toques frutado e de resina e um sabor bem suave de fácil absorção. Só tomem cuidado porque não é refrigerante, então evitem abusar!

sábado, 15 de maio de 2010

Os tintos e o “dia a dia”.

Sempre volto para o vinho tinto e dificilmente eu saio dele, e o mais impressionante é que toda a vez que tomo um vinho branco ou espumante fico surpreso e feliz com o sabor diferente.
Passei muito tempo pensando nisso, será que tenho alguma espécie de atração psicológica por vinhos tintos? Depois de muito pensar cheguei a conclusão que a única explicação possível é que o tinto é o vinho do “dia a dia”, e é no “dia a dia” que eu tomo vinho.
Chegando a essa conclusão nada mais honesto que falar de um bom tinto feito justamente para o “dia a dia”
O vinho: Travessia
O produtor: Concha y Toro
A variedade: cabernet sauvignon e merlot.
O ano: 2008
A região: Valle Central, Chile.

Vou falar de algumas impressões que eu tive, pois o vinho estava com a aparência e gosto de vinho aberto no dia anterior. O cheirinho dele lembrava um pouco vinagre, queijo e geleia de morango, acho que grande responsável por isso era a idade do vinho. A cor dele era rubi com toques púrpuras, o gosto bom e suave, qualquer um toma a qualquer momento e isso foi o que eu mais gostei!
Na verdade a melhor parte é que ele custa R$ 12,00 no Barricão, loja que fica na Rua dos Pinheiros numero 453.
Aproveitem o mais rápido possível, pois ele já é um vinho velho para a sua qualidade, daqui a alguns meses ele só vai servir para vinagre.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Taça, um mal necessário.

Eu tenho uma pequena grande aversão às frescuras do mundo do vinho, mas passei um tempo sem ter uma taça em casa e confesso que senti muito falta.
Não que seja impossível tomar vinho sem taça, inclusive acho que copo de nutella são feitos para tomar vinho, mas não se pode fazer a avaliação de um vinho com responsabilidade sem uma taça!
Confesso que por alguns momentos fiquei desanimado e achei que nunca mais iria postar nada por aqui, porque afinal de contas nunca consegui ter uma taça por mais de três dias (elas sempre quebravam antes) até que descobri a taça de vidro temperado, ela não é tão fina como a de cristal mas parece ser bem durável.
Bem, a questão é que agora não tenho mais desculpas e vou ter que falar de um vinho e falando em não ter desculpas...

O vinho: Valle Nevado
O produtor: Valdiveisco
A variedade: cabernet sauvignon
O ano: 2009
A região: Valle Central, Chile.

Um vinho muito bom de um preço bem pequeno, ninguém tem desculpa para não tomar esse vinho. Límpido o suficiente de uma cor de rubi bonita, tem aromas de frutas silvestres, groselha, tangerina e quiça chocolate. Seu sabor não é muito complexo, mas também é muito equilibrado e harmonioso.

Vale a pena tentar!
Ps: no Dia% da Teodoro Sampaio custa 17 réus a garrafa! Ah, e também fico devendo uma foto, mas é que a coisa é esta complicada.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Finalmente um vinho branco.

Bem, pela primeira vez estou fazendo um post de vinho branco. Algumas pessoas podem até achar que eu não gosto de vinho branco, ou que eu estava esperando a conjunção de Vênus com Marte para falar sobre vinho branco.
Mas a verdade é que simplesmente nunca na vida um vinho branco me chamou a atenção em uma prateleira e o mais engraçado é o vinho branco ainda não me chama atenção.
Então você devem estar se perguntando porque então eu resolvi falar de vinho branco. É que na verdade algo especial me aconteceu, mas primeiro gostaria de fazer um preâmbulo.
Por trás do que escrevo aqui existe um nome: Luíza. E por detrás desse nome duas pessoas, não preciso dizer quem são porque as duas sabem muito bem que são. A tempos que o apoio dessas duas vêm gerando post e histórias para esse blog. Cada uma do seu jeito me incentiva e me apoia e sem elas esse blog nem existiria.
Escrevi esse parágrafo porque há tempos devia um agradecimento público para ambas e porque foi justamente um presente que ganhei de uma Luíza que me fez perceber o meu “desprezo” pelos vinhos brancos e já que sou uma pessoa aberta a experiências novas, aqui vai o minha vinho branco da semana:
O vinho: Cornellana
O produtor: Cornellana
A variedade: Suavignon Blanc
O ano: 2009
A região: Valle Cornellana, Chile.
Já que é minha primeira analise de vinho branco é bem provável que esta análise fique bem fraca, mas vamos tentar mesmo assim. O vinho é límpido de coloração levemente amarelada (talvez um pouco dourada) no olfato parece ter toques de queijo, carvalho e damasco seco.
Na boca, para mim é surpreendente, gostei muito do sabor que um vinho branco pode ter, um grande leque se sabores aparecem na boca e eles ainda se harmonização entrem si.
Bem, acho que vou comprar mais vinhos brancos.