sábado, 3 de julho de 2010

Mudança temporária de rumo:

Apesar disso parecer estranho, estou entrando de férias, vou fazer uma viagem enoloporrica e cozimântica pelo Chile a Argentina. Logo duas coisas podem acontecer:

1- ou fico 20 e poucos dias sem atualizar o blog
2- ou o blog vira um diário de viagem e já que a viagem tem relação com o blog eu acho que isso é o mais provável.

Façam as suas apostas, escolham entre o 1 ou o 2, procure seu corretor e invista em algum dos dois e depois descobriremos qual vai ser o grande campeão.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Algumas coisa de uma mente brilhante sem memória ou algo assim....

Tocando esse blog eu aprendi muito sobre vinho e muito sobre quando se bebe vinho de mais. Aprendi o que dá a famosa dor de cabeça no dia seguinte e até descobri como evitar isso, descobri inclusive porque todo mundo que entende de vinho é metido e porque eles insistem em ter a taça adequada para cada tipo de vinho.
Mas eu ainda não aprendi como me lembrar das coisas no dia seguinte!
 Não que a bebedeira seja tanta que quando eu acordo eu não me lembro onde estão minhas calças ou quem é a pessoa do lado direito da cama, mas é que mesmo tendo um caderno para anotar tudo sobre o vinho alguns dias depois fica impossível de se escrever sobre ele.
E é por isso que ficamos tanto tempo sem ter uma análise!
E é por isso que hoje ainda não vai ter nenhuma análise, mas pelo menos satisfações sobre isso tudo.
Até o próximo vinho, que eu espero que seja logo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

É bom, mas não gostei!

Esses dias me deparei com um daqueles grandes mistérios da natureza, volta e meia encontramos algo ou alguém que tem todas as qualidades que apreciamos, mas por algum motivo obscuro simplesmente não gostamos do que vimos ou tomamos.
Por sorte não somos obrigados a gostar dessas coisas e não precisamos repeti-las, em outras palavras, dificilmente tomo esse vinho de novo.

O vinho: Zonin clássico.
O produtor: Zonin.
A variedade: Vapolicella.
O ano: 2006.
A região: Vapolicella.


Límpido de cor correta tem aromas amadeirados e de frutas vermelhas, de sabor bem complexo ainda é bem harmonioso. Mas aquela coisa, simplesmente não gostei do que tomei, não tem muita explicação a nota dele, que não veem ao caso até que foi alta e o preço dele R$20,00 é bem baixo.
Então é isso, quem quiser tentar tem chances de gostar, mas não recomendo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

E que tal o de sempre?

Por esses tempos ganhei uma belo caderno que na verdade é um diário de vinhos. É quase como um daqueles diários de adolescentes, mas é de vinho. Neste caderno existem divisões e páginas para vinhos tintos, branco, espumantes e todo o tipo, quero muito usar esse caderno, mas tenho receio de preencher o tinto em uma semana e deixar todas as outras páginas em branco.
É gente, estou em uma crise etílica! Tenho a impressão que estou perdendo muito da vida pela minha escolha restrita de vinhos.
Mas essa é a vida, e apesar de aparecer muitas oportunidades de escolha ela é sempre restrita ao que podemos tomar.
O mais importante é que o motivo para eu estar escrevendo isso, uma garrafa de:

O vinho: Reservado
O produtor: Santo Carolina
A variedade: Carmenère
O ano: 2008.
A região: Valle Central.

Este vinho pode ser achado em quase qualquer supermercado e seu preço é sempre menos que R$ 20,00. Tem toques frutado e de resina e um sabor bem suave de fácil absorção. Só tomem cuidado porque não é refrigerante, então evitem abusar!

sábado, 15 de maio de 2010

Os tintos e o “dia a dia”.

Sempre volto para o vinho tinto e dificilmente eu saio dele, e o mais impressionante é que toda a vez que tomo um vinho branco ou espumante fico surpreso e feliz com o sabor diferente.
Passei muito tempo pensando nisso, será que tenho alguma espécie de atração psicológica por vinhos tintos? Depois de muito pensar cheguei a conclusão que a única explicação possível é que o tinto é o vinho do “dia a dia”, e é no “dia a dia” que eu tomo vinho.
Chegando a essa conclusão nada mais honesto que falar de um bom tinto feito justamente para o “dia a dia”
O vinho: Travessia
O produtor: Concha y Toro
A variedade: cabernet sauvignon e merlot.
O ano: 2008
A região: Valle Central, Chile.

Vou falar de algumas impressões que eu tive, pois o vinho estava com a aparência e gosto de vinho aberto no dia anterior. O cheirinho dele lembrava um pouco vinagre, queijo e geleia de morango, acho que grande responsável por isso era a idade do vinho. A cor dele era rubi com toques púrpuras, o gosto bom e suave, qualquer um toma a qualquer momento e isso foi o que eu mais gostei!
Na verdade a melhor parte é que ele custa R$ 12,00 no Barricão, loja que fica na Rua dos Pinheiros numero 453.
Aproveitem o mais rápido possível, pois ele já é um vinho velho para a sua qualidade, daqui a alguns meses ele só vai servir para vinagre.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Taça, um mal necessário.

Eu tenho uma pequena grande aversão às frescuras do mundo do vinho, mas passei um tempo sem ter uma taça em casa e confesso que senti muito falta.
Não que seja impossível tomar vinho sem taça, inclusive acho que copo de nutella são feitos para tomar vinho, mas não se pode fazer a avaliação de um vinho com responsabilidade sem uma taça!
Confesso que por alguns momentos fiquei desanimado e achei que nunca mais iria postar nada por aqui, porque afinal de contas nunca consegui ter uma taça por mais de três dias (elas sempre quebravam antes) até que descobri a taça de vidro temperado, ela não é tão fina como a de cristal mas parece ser bem durável.
Bem, a questão é que agora não tenho mais desculpas e vou ter que falar de um vinho e falando em não ter desculpas...

O vinho: Valle Nevado
O produtor: Valdiveisco
A variedade: cabernet sauvignon
O ano: 2009
A região: Valle Central, Chile.

Um vinho muito bom de um preço bem pequeno, ninguém tem desculpa para não tomar esse vinho. Límpido o suficiente de uma cor de rubi bonita, tem aromas de frutas silvestres, groselha, tangerina e quiça chocolate. Seu sabor não é muito complexo, mas também é muito equilibrado e harmonioso.

Vale a pena tentar!
Ps: no Dia% da Teodoro Sampaio custa 17 réus a garrafa! Ah, e também fico devendo uma foto, mas é que a coisa é esta complicada.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Finalmente um vinho branco.

Bem, pela primeira vez estou fazendo um post de vinho branco. Algumas pessoas podem até achar que eu não gosto de vinho branco, ou que eu estava esperando a conjunção de Vênus com Marte para falar sobre vinho branco.
Mas a verdade é que simplesmente nunca na vida um vinho branco me chamou a atenção em uma prateleira e o mais engraçado é o vinho branco ainda não me chama atenção.
Então você devem estar se perguntando porque então eu resolvi falar de vinho branco. É que na verdade algo especial me aconteceu, mas primeiro gostaria de fazer um preâmbulo.
Por trás do que escrevo aqui existe um nome: Luíza. E por detrás desse nome duas pessoas, não preciso dizer quem são porque as duas sabem muito bem que são. A tempos que o apoio dessas duas vêm gerando post e histórias para esse blog. Cada uma do seu jeito me incentiva e me apoia e sem elas esse blog nem existiria.
Escrevi esse parágrafo porque há tempos devia um agradecimento público para ambas e porque foi justamente um presente que ganhei de uma Luíza que me fez perceber o meu “desprezo” pelos vinhos brancos e já que sou uma pessoa aberta a experiências novas, aqui vai o minha vinho branco da semana:
O vinho: Cornellana
O produtor: Cornellana
A variedade: Suavignon Blanc
O ano: 2009
A região: Valle Cornellana, Chile.
Já que é minha primeira analise de vinho branco é bem provável que esta análise fique bem fraca, mas vamos tentar mesmo assim. O vinho é límpido de coloração levemente amarelada (talvez um pouco dourada) no olfato parece ter toques de queijo, carvalho e damasco seco.
Na boca, para mim é surpreendente, gostei muito do sabor que um vinho branco pode ter, um grande leque se sabores aparecem na boca e eles ainda se harmonização entrem si.
Bem, acho que vou comprar mais vinhos brancos.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A globalização e o mundo dos vinhos:

A globalização é uma coisa engraçada, não é a toa que milhares de pessoas saem as ruas uma vez por ano no mínimo para protestar contra essa coisa.
O engraçado é que a globalização também afeta o mundo dos vinhos, talvez seja para o bem, talvez para o mal.
Mas o fato de hoje é que por esses tempos tem sido vendido no Pão de Açúcar um Valdorella argentino. Quem gosta de vinho e conhece um pouco das coisas sabe que Valdorella é um produtor italiano!
Fatos da globalização provavelmente, mas fico me questionando o que aconteceria se a Concha y Toro ou outro produtor latino-americano se enfiasse a produzir vinhos na Europa!
Outro fato é que o vinho é barato e até que é gostoso, então vamos ao vinho:

O vinho: Tierra Alta
O produto: Valdorella
A variedade: Malbec
O ano: 2008
A região: Mendoza, Argentina.

Este vinho é um pouco mais ácido do que deveria, se eu não me engano seus aromas lembram um pouco polenguinho, mas pelo fato de já ter custado 12,50 no Pão de Açúcar faz ele um vinho de muito bom custo benefício. Confesso que depois que ele passou a custar dois reais a mais nunca mais tomei esse vinho. Então essa avaliação é de memória e não deve ter credibilidade alguma.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O inverno e o vinho tinto.

Muita, mas muitas gente mesmo, acha que verão é para tomar cerveja e inverno é para tomar vinho. Eu discordo um pouco, eu acho que todo o tempo é de vinho e de cerveja, só tente não tomar os dois na mesma noite, isso pode gerar um ressaca fora de controle.
Mas o fato é que um friozinho pede mesmo um vinho tinto, um filme e um(a) companheiro(a). No inverno também sentimos mais fome e as comidas gordurentas nos chamam mais atenção. Em outras palavras: o inverno é gastromântico.
Então você me diz, conheço uma ótima pizaria aqui no bairro (para quem não conhece tente a Bari), mas que vinho eu compro para impressionar a garota?
Bem, não existe uma resposta para essa pergunta, depende muito do quanto se quer impressionar e a quem quer se impressionar. Não me resta muito opção além de tentar me usar como exemplo.
Namoro a quase um ano e já tomei litros de vinho com a minha namorada, já fomos a degustações e os pais dela também tem o hábito de tomar vinho. Então impressiona-la não é tarefa fácil, mas vai aí o vinho que eu tentaria:

Nome: Sendero del Chile
Produtor: Concha y Toro.
A variedade: Carbenet Suavginon
O ano: 2008
A região: Valle Central, Chile.

Esse é aquele vinho que você cheira a rolha e mostra como a rolha é cheirosa! Além do charme de fazer isso você pode ganhar uns beijos. Para um vinho novo ele é bem complexo, tem aromas de carvalho, parmesão e frutas vermelhas. É bem suave, não machuca a língua e tem acidez equilibrada, é um vinho bem fácil de tomar, então pode comprar duas garrafas que é capaz que vocês briguem por vinho.
Minha nota: 74

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um pouco sobre vinhos e como compra-los.

Escolher um vinho no mercado é quase uma arte, você tem que pensar em quanto quer gastar, em que tipo de vinho quer tomar, com quem vai tomar, que o que vai tomar e aonde vai tomar. E muitas vezes esses elementos entram em conflito deixando a coisa mais complicada ainda. Mas se você tenta manter um blog sobre vinho as coisas ficam mais fáceis.
Na verdade elas não ficam mais fáceis, é até um pouco dialético para ser sincero, pois todos esperam que você compre o melhor vinho possível dentro do preço esperado, porém ao mesmo tempo ninguém se importa se o vinho é ruim, pois todos sabem que você precisa experimentar vinhos diferentes.

Um pouco sobre vinho e como comprá-los.
Vou tentar ser breve e explicar um pouco sobre vinhos para explicar como comprar um vinho. Primeiro pense o vinho como um carro, ele tem um produtor (uma montadora) e um nome (um modelo) e além disse ele tem a safra (o ano), a uva (que felizmente não existe no caso do carro) e a região. Assim como uma montadora um produtor possui diversos modelos de vinho que tem diversos preços e qualidades diferentes.
Por exemplo: a produtora Santa Carolina começa com o vinho chamado “reservado”, depois passa para o “varietal”, depois o “reserva”, um pouco mais para cima o “reserva da família” e assim vai. É fácil saber qual é o vinho popular e qual do segmento de luxo, assim como num carro o preço vai mostrar qual o calibre do vinho.
A safra é algo interessante, mas só para grandes vinhos, a maioria dos vinhos que chegam aos mercados normais e custam pouco a safra é algo irrelevante. A maioria dos vinhos da América Latina são feitos para se tomar jovens.
A uva talvez seja a coisa mais importante na hora de escolher um vinho, com pouco tempo de experiência você já se sente familiarizado com os tipo de uva e é a uva a grande responsável pela escolho do vinho. A uva também define a região do vinho, se você quer tomar um carmanere vai ter que comprar um chileno, se quer tomar um malbec, provavelmente vai comprar um argentino e se quer tomar um tannat, provavelmente vai comprar um uruguaio.

Comprando o vinho:
A melhor forma de comprar um vinho é perguntando para o vendedor, diga para ele que tipo de vinho quer tomar e até quanto pode pagar, não precisa ter vergonha de pedir por vinhos baratos, um empório vive da venda de vinhos baratos.
Para não errar no vinho escolha com paciência, pense primeiro na uva, depois na região que essa uva se desenvolve melhor, depois num produtor que você conheça e goste, depois na faixa de preço que quer pagar e pronto, você vai ter uma bela garrafa na mão.
Mas o mais importante é manter a confiança e não desanimar diante de uma má escolha, pois as vezes, mesmo tomando cuidado, erramos veio, esse é o caso do vinho a seguir.

O vinho: Rocca
O produtor: Alfredo Rocca
A variedade: Malbec – Merlot
O ano: 2006
A região: Mendonza

Tinha tudo para ser um bom vinho, já tomei outros vinhos desse produtor e eram muito bons, o preço não era extremamente baixo e era exatamente esse combinação de uvas que eu queria. Mas o vinho é quase insípido, uma acidez extravagante que quase machuca a língua. Em relação ao gosto as suas papilas gustativas estão tão ocupadas em não derreter que se negam a sentir gosto algum. Só não foi um desastre total porque ainda pude usa-lo para cozinhar e gelado ele até que era tomavel.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nova compania para a enoloporria.

A enoloporria não está mais sozinha! Na mesma vertente de pensamento acadêmico surge mais uma ciência da comida e da bebida: a cozimântica!
Em comemoração a este fato ontem aconteceu um pequeno jantar em casa com algumas convidadas tão carinhosas que teceram vários elogios à comida e ainda trouxeram ótimo vinho, mas isso fica para depois.
A cozimântica é meu novo blog a cozimântica é a nova arte de cozinhar, pensada nos padrões da pós-modernidade e na estrutura do pensamento das ciência humanas. Cozimântica é atrevida e questionadora, voltada para os estudantes de todas as áreas.
E lá vocês podem encontrar a receita e panquecas que foram servidas no jantar ontem e aqui vocês podem conferir o vinho que tomamos ontem.

O vinho: Terra Andina
O produtor: Terra Andina
A variedade: Carmenere
O ano: 2007
A região: Vale central, Chile.
 
Sou bem suspeito para analisar esse vinho, além de ser fã dos carmaneres chilenos também sou fã das pessoas que trouxeram esse vinho, então sobre ele diria que tem leves aromas de gorgonzola, carvalho e figo em conserva, que gera ótimas conversas. Tem uma coloração granada límpido, mas não brilhante, o que mais surpreende é o olfato, bem aberto e complexo, na hora de tomar dá uma raspadinha na língua, mas nada de mais. Minha nota para ele foi 68, mas pelo contexto foi um dos melhores vinhos que já tomei.


Obrigado gente!
E o link para a cozimâtica: http://cozimantica.blogspot.com/

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A volta.

No dia 8 de dezembro eu publicava um post no qual eu pedia comentários para mostras a minha namorado que eu estava “produzindo” algo. Tive dois comentários naquele post, o que não quer dizer nada, mas o fato é que abandonei o blog dois meses depois.
Não foi um abandono deliberado, porém, como tudo na minha vida, achei que não estava pronto para continuar. Achei que precisava estudar mais, fazer algum curso antes de continuar com o blog, pois assim faria algo decente e poderia ser reconhecido.
E para variar eu nunca fiz o tal curso, entrei em alguns sites e fiz algumas pesquisas, mas tudo era muito caro. Então fui atras de um emprego para poder pagar o curso.
Agora aqui estou, sem emprego sem curso e sem o blog.
Mas depois desse final de semana, onde visitei um assentamento do MST pela Faculdade de Educação, aprendi que produzir vem antes de se especializar e que só a luta diária (mesmo a luta contra sua própria preguiça) garante as condições para produzir cada vez melhor.
Apesar de odiar esse papo de produzir e odiar ainda mais pseudo-auto-epifanias aqui estou eu.
O vinho é: Volpi.
O produtor: Salton
A variedade: Merlot
O ano: 2008
A região: Bento Gonçalves, RS, Brasil.

Este vinho tem um cor rubi, cheirando ele pode-se perceber (ou não!) uma qualidade alcoólica de petróleo, um cheirinho de cereja e um pouquinho de queijo fresco, como ricota. Percebi como essa frescura de mexer a taça e enfiar o nariz no vinho é importante quando tentei fazer isso seriamente e o gosto do vinho se mostrou muito mais aberto, pois acho que estava mais preparado e identificar os aromas por meio da boca depois de tê-los sentido pelo nariz.
É um bom vinho, com uma boa complexidade (ainda mais para um vinho jovem) ainda é um pouco ácido de mais, mas com certeza não dá uma gastrite instantânea. O gostinho dele persiste na boca, minha nota para ele é: 69.


Ele pode ser achado no pão de açucar por 25 réis!
Abraços e até amanha.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Contra o calor!

Calor calor calor! Para variar um pouco este é o assunto de hoje e para quem achava que não dava mais para falar disso lá vai a dica:
Tem espumante novo no mercado, da Almadén, tem o brut e o demi-sec, por enquanto só tomei o brut, a cor dele assusta um pouquinho mas ele é bem tomavel, chega até a ser gostoso tome gelado mas não abuse, pois tenho a impressão que ele é responsavel por uma baita dor de cabeça! A melhor parte é que a garrafa custa uns 13 reais no Emporio Net Drinks que fica na rua dos pinheiros!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Harmonização II

Harmonizando o x-burguer.
O x-burguer é um prato típico da cozinha universitária e merece o devido respeito como tal. No linguajar gastronômico respeito nada mais quer dizer do que “esse prato fica muito bom com tal vinho”. Então por isso hoje estaremos aprendendo a harmonizar x-burguer.
Para acompanhar aquele pelo é tipico x-burguer nada melhor que um Merlot, o gosto único de sangue e gordura do hambúrguer combina perfeitamente com esse uva de traços marcantes.
Ah se fosse simples assim! O x-burger possível enumeras variáveis e para cada uma existe o vinho adequado, vamos a alguns exemplos:
O clássico.
Pão, hambúrguer, queijo prato (ou cheddar), ketchup e mostarda: Nesse não tem jeito, é o Merlot mesmo, os queijos amarelados pedem esse vinho e não tem muito como fugir.
O de padaria.
Pão, hambúrguer, mussarela, maionese, ketchup: Confesso que eu nunca tomaria um vinho na padaria e consequentemente nunca tomaria um vinho com esse x-burger, mas já que um dia pode acontecer acho que não vale a pena arriscar o negocio é tomar aquele carbenet sauvignon chileno, que nada mais é que o coringa dos vinhos no Brasil.
O chique:
Pão, hambúrguer de picanha ou filé mignon, queijo brie, mostarda dijon, rúcula e tomate seco: Ta bom, eu inventei esse, mas se alguém resolver fazer e comer um desses tente tomar com um vinho Tannat brasileiro ou uruguaio e daí me diz o que achou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Harmonização.

Harmonização é a arte de combinar vinhos com comida, algo muito interessante que se feito decentemente melhora o sabor do vinho e da comida. Quando a comida é boa e o vinho melhor ainda e ambos juntos custam mais de 1 salário minimo a harmonização é uma baita frescura e só serve para ninguém destruir uma boa refeição.
Mas aqui nosso objetivo é outro, uma vez por semana vamos tentar ensinar como harmonizar vinhos baratos com comidas baratas para tentar melhorar ambas.
Harmonizando o miojo com requeijão:
Miojo com requeijão é um clássico universitário, a combinação única do requeijão cremoso e do miojo cremoso resulta em muito creme, o que agrada muito o paladar estudantil, geralmente a bebida que acompanha esse prato é o refrigerante de cola, pois com sua acentuada acidez ele ajuda a soltar o creme dos dentes e digerir o creme.
Para aqueles que estão dispostos a melhorar essa refeição e substituir o refrigerante de cola por um vinho o segredo é procurar algo que consiga fazer o que o refrigerante faz. Por sorte existem muitos vinhos com acidez acentuada e geralmente eles são mais baratos justamente por causa disso. Os vinhos malbecs de nossos hermanos argentinos costumam ter essa qualidade, compre o malbec argentino mais barato que você achar e aproveite o miojo com requeijão (Só se lembre de NUNCA comprar nenhum vinho do Club des Sommeliers).
Os que se sentem mais inseguros para escolher um vinho sugiro que escolhem o Los Haroldos Malbec é bem barato e com certeza vai ajudar a digerir todo aquele creme!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O grande porre.

Certas situações exigem certas atitudes, dentro de muito ou pouco tempo todos vão precisar do grande porre. Mas não é tão fácil assim tomar um porre homero, ainda mais se pretende-se tomar o grande porre de vinho. Então aqui vão algumas dicas para como fazer.
Primeiro, tenha sempre uma grande garrada de agua do seu lado, melhor ainda se for agua com gás. Começe o porre com um bom vinho carbenet sauvignon, sugiro um Concha y Toro reservado, depois passe para um vinho menos seco, um vinho verde pode ser bom (já disse recentemene sobre vinho verde) quando acabar a segunda garrafa de vinho certifique se você tomou a agua se não acabe a garrafa de 1,5l. Agora você já deve estar bebado e com pouco paladar, entre na onda dos frisantes baratos, esses são os vinhos de menor preço que dão menos dor de cabeça no dia seguinte.
Finalise o porre com uma garrafa de espumante nacional, ele vai fazer você vomitar, o que também ajuda para melhorar a ressaca no dia seguinte.
Lembre-se sempre de deixar um pouco de vinho ou uma cerveja na geladeira para o dia seguinte, mas se mesmo assim a ressaca não passar é só tomar uns remedinhos que você estara pronto para outro porre.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Coisas do lado de lá do oceano.

Além de algumas piadas sem graças existe outra coisa de Portugues feito para os brasileiros. É o vinho verde, leve e feito para beber gelado é mais um dos possiveis subistitutos da cerveja.
A nivel de vinho verde não tem muito segredo, Casal Garcia é relativamente em conta e bem fácil de ser tomado. Mas aí o leitor pergunta, e se eu quiser beber bavaria ao inves de boemia, tem jeito? Tem sim, existe um generico do vinho verde: o Casal Mendes, vinho verde DOC quase 10 reais mais em conta que nosso amigo Garcia pode ter o mesmo gosto se você está um pouco bebado!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Le grand buffe

Quando se junta uma porrada de gente para comer qualquer coisa nada melhor do que alcool para completar a refeição! Na humildade sugiro uma boa bavaria para qualquer comida, mas já que esse é um blog de vinho

Continuando, vinhos para banquetes.
Viña Tarapaca carbenet sauvignon: Na Rua Pinheiros paguei 15 reais, vinho coringa, tem o gosto do que estiver acompanhando, não vai melhorar nenhuma refeição, mas também não vai destruir.

Finca Flichman merlot: Vinho qualquer coisa, nem me lembro que gosto tem! Mas dá para tomar de boa!

Santa Helena Reservado carbenet sauvignon: Hum.... que delícia! Por menos de 20 é o que arrasa! Se alguêm ainda não tomou não sabe perde! Mas acho que todo mundo tomou, neh?

É isso, e se alguêm for fazer um banquete me convida!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ano novo coisas novas

É gente, 2010 com nome novo e endereço novo, mas com os velhos erros de portugues e as velhas dicas de vinho!
Fora de São Paulo e pinheiros as coisas ficam mais dificeis, mas não impossiveis então como costume:
Cava Negra Malbec, argentino delicia para esses dias mais chuvosos de São Paulo, bem forte tem a capacidade de curar ressacas e custa um pouco menos que 20 reais, pode ser achado no emporio mercantil.

Aproveitando o post e o fato de eu estar em Jundiai, aí vai uma dica para os
conterraneos da terra da uva e do vinho ruim:
Nova adega na região da 9 de Julho, em frente ao consulado italiano, lá pode-se encontrar bons vinhos a um preço honesto e o mais bacana é que tem umas mesas e o vinho pode ser tomado lá mesmo pelo preço da loja, até espumantes gelados eles servem!
ps: lá também tem um ótimo café, quiça o melhor de Jundiaí. Enjoy!
Ah, o nome da adega é Rosso Bianco e o endereço do site é:

http://www.rossobianco.com.br